Strange love

julho 15, 2010

Eu não sou de fato o animal frio que dias trás ele descrevera. Vê: eu tenho dois grandes amores, sinto compaixão e minha carne queima em desejos. Não sou o animal frio que ele acredita que eu seja.

Tenho dois grandes amores: eu mesma e a parte que me completa. O resto, é gratidão e/ou conveniencia. Não faz muita diferença nesse momento. Eu sinto uma parcela de culpa por isso, mas as coisas correram para esse fim… Para esse hiato que ocorre entre nós três. Um de nós até tenta manter uma ligação, mas as outras duas pontas estão fartas disso e apenas contam os dias para que a mais impaciente das pontas dê um fim nisso.

Cansei de me incomodar com isso, mas cansar-me não é o suficiente, porque isso sempre volta a me atormentar. A única coisa que me faz prosseguir é saber que sou o ponto mais “frágil” e que quebrarei as ligações desnecessárias um dia. Mas tem coisas que eu sei que nunca vão embora, mas como eu disse, é tudo [por] gratidão.

Eu poderia tentar mudar algo, mas estou na frente de um muro que só me permite dizer e fazer o necessário. Não construí esse muro sozinha. Não posso desfazê-lo sozinha também (e pelo que tenho visto nos últimos anos, nem os outros construtores querem desfazê-lo)… Pois bem, está decidido. Simplemente deixaremos as coisas correrem como elas devem. O tempo passa rápido para nós…

Enquanto isso, podem continuar dizendo que sou um mercenário, um animal frio. Eu só resolvi me abster de qualquer dor que eles possam me causar.

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